heavy feather

passa a ser delicado colocar em palavras de como você se desfez no ar de forma tão abrúpta e no mesmo tempo tão estática, unpoético.
me dói o coração te ver assim, em qualquer lugar, em qualquer esquina tendo como seu casa e companheiro que colhe rastros de passadas como lar, a única coisa que você deixou realmente entrar
você me olha com mil palavras que soam como um nada no escuro, silêncio absoluto
somente troca de olhares que tem como ofício? tudo bem, logo passa.

eu disse pra você que tudo estava bem, vai ficar tudo bem …
mas agora nos deixamos, porque
fomos impulsivamente egoístas a cada minuto, não é?

eu juro que tento pautar e colocar em um pedestal polido minhas vitórias e amores sem sofrer de ”tive em mãos mas não sabia que estava alí até quando eu o perdi” síndrome e dar realmente valor ao que reluz ao invés de se transbordar em deleite com as cores do jardim vizinho

não tínhamos tempo nem espaço para carregarmos nossas bagagens
ficavamos amúidos, em dúvida quando chegava a hora de finalmente contracenar, alí … no momento.
e naquele tempo, era tudo que tínhamos.

rosa
negra
vaidade e contradição

fiz um símbolo terrestre aqui perto, que seria junto ao teu
mas o tempo fez o trabalho de leva-lo embora
longe daqui
e ele fez também o favor de me empurrar pra longe
bem longe
tão quanto teus braços podem alcançar
e eles jamais irão

esse couro arrancado sem nenhum intermedio anestésico me faz sangrar profundamente, mas essa cicatrização é permanente e estonteamente breve

Pinnacle in Colours

I walk on the wild side
to see the sun shining one me
Dressing me as a static camera
That only captures music and light

There’s sand, mist and howl

When the wings that barks meet the thin frozen crystals
in the high level above
My heart pound in synchronicity with the torrent flow
opening gates of heaven and bringing the crowd on to and fro
Showing us their own feather
Stealing the show
For your own gratification

Raise your glass high away

Sums of shapes rapidly waltzing in accord of the rhythm and the beat, making this flow of colours that linger and stay

once more.

Sounds and vision that collides together
Staying for a certain linear audience
Constructing blocks of melody-paint opaque curtain-translucid

Making this lurid dream alive with a dandy dee lay ruffled clothes
For you, me and the people on the seats

Deers in the park

And it might be something you left unsaid
Or maybe something we oversaid
But you know, I can stand
I don’t mind one scene or two
Because in reality, what is essential is
invisible to the eye.

Now you know, you see
You can see
Through your action and thoughts
And this arranged cirque that you make your own rules according to your game to entertain your own self with the shadows of your movements

Heaven can wait

La land

optical vision in decay
despising all around you,
inside in or out
with those insane pulsating rhythm
and nothing will softener the melody that resonates within

Oh well, that might be your own pathways that will lead you to that river of your dreams
Look straight on the outside, you are already inside the land you were pleading for